e se alguém o pano

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"e se alguém o pano"/ Eliane Marques

Sobre o livro

“e se alguém o pano”, vencedor do Prêmio Açorianos de Literatura 2016, na categoria poema, enfeixa poemas reveladores de uma personalidade criativa que não pretende ficar presa à subalternidade. Há aqui o desejo de desbordar moldes e modelos. Começo por essa afirmação pelo fato de Eliane ser uma poeta que, ao mesmo tempo em que se deixa apreender como negra, não perde de vista que esse dado não é substancial para a fruição de seu livro, contudo isso não significa que a condição de escritora negra seja irrelevante, significa apenas que é secundária no que diz respeito às determinações inerentes ao discurso poético. Entretanto, a recusa à subalternidade, referida linhas acima, assinalável na poesia de Eliane Marques, é a materialização estética –uma das muitas estratégias, pode-se dizer – daquilo que o poeta Arnaldo Xavier chamou de “manual de sobrevivência do negro no Brasil”. O salto criativo por sobre a fenomenologia da resignação tendo como pano de fundo o preconceito naturalizado.

Os poemas de “e se alguém o pano” almejam àquela condição de cacto, de coisa áspera e intratável, e servem à maravilha como transposições verbais da célebre metáfora de Manuel Bandeira. Eliane sabe muito bem que seus poemas devem ser três vezes melhor do que qualquer poema branco escrito por seus iguais desiguais que não se ressentem de sua branquitude. Essa, por enquanto, é a regra do jogo. Do contrário restaria resignar-se murmurando a máxima de que o “importante é fazer parte do coletivo”, assumindo o posto menos visível, menos proeminente. Enfim, os poemas de Eliane Marques são ambiciosos. Em seus poemas há entre outras coisas: variedade de ritmos, palavras-montagem, étimos de extração de poéticas panafricanas, coragem de usar uma dicção antinaturalista, um movimento contrário à brevidade enquanto padrão médio, o aproveitamento da música da prosa, o entendimento de que o ritmo se conquista pela reiteração de elementos materiais da linguagem. E, algo que considero fundamental em qualquer artista: Eliane dissimula uma raiva contida, bem aplicada, isto é, um tipo de disposição textual capaz de conferir à forma um enviesamento mais cortante, impiedoso: o estilo da revanche." (Trecho do prefácio de Ronald Augusto)

Sobre Eliane Marques

Eliane Marques é poeta, psicanalista, editora, tradutora e colunista do jornal Zero Hora. Natural de Sant’Ana do Livramento/RS, fronteira entre Brasil e Uruguai,  atualmente reside em Porto Alegre onde atua como coordenadora da Escola de Poesia. É idealizadora de Orisun Oro, selo editorial em que mulheres amefricanas publicam poetas mulheres amefricanas e Coordenadora-fundadora do Clubamefricano de Tradutoras.

Alguns livros publicados

  • "Relicário"(Grupo Cero, 2009)
  • "e se alguém o pano" (Escola de Poesia, 2015. Prêmio Açorianos na categoria Poema, 2016)
  • "o poço das marianas" (Escola de Poesia/Orisun Oro, 2021)

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