"Cabeças de Ifé"/ Georgina Herrera (Cuba)
Tradução de Eliane Marques
Sobre "Cabeças de Ifé"
Georgina Herrera publicou muitos poemários em espanhol, mas nenhum chamado "Cabeças de Ifé". Esse foi o nome escolhido pela Orisun Oro para a recolha de seus poemas que, pela primeira vez, chegam ao Brasil. Ifé é nossa origem. Ifé é nossa cidade. De lá nos espalhamos pelo mundo, mas nossas cabeças permaneceram lá e soubemos apenas mais tarde, pelos livros que falam da arte tradicional iorubana. Georgina Herrera nos devolve as cabeças esquecidas neste conjunto de 43 poemas, 3 deles escritos especialmente para o Brasil. Esta é uma edição bilíngue (Português/Espanhol) dos poemas de Georgina Herrera, exclusiva Orisun Oro.
Sobre GEORGINA HERRERA
Georgina Herrera, nasce, descendente de iorubás, em 23 de abril de 1936 em Jovellanos, atual município da província de Matanzas (Cuba). Ela aprende com seu avô, Narciso, que fora escravizado, a cultivar o orgulho da herança africana e a rebeldia “cimarrona”. Em 1961, ela se incorpora ao Instituto Cubano de Rádio e de Televisão, vindo a trabalhar na Rádio Progresso como copista. Mais tarde, fará sua estreia como roteirista de programas sobre dramas históricos, o que, além de lhe proporcionar uma pequena renda, permite-lhe acesso a novos textos. Entre outros, GHe publicou "GH" (1962, Ediciones El Puente), "Gentes y cosas" (1974, Ediciones Union), "Granos de Sol y Luna" (1978, Ediciones Union), "Grande es el tiempo" (1989, Ediciones Union) e "África" (Ediciones Manglar y Uvero, 2006). Entre outros, GHe recebeu os seguintes prêmios: “Prêmio Mackandal”, de Teatro Cimarrón, pela transcendência de sua obra na conformação da identidade cubana; reconhecimento “Orgullo Nuestro”, outorgado pela associação “Cofradía de la Negritud”, por sua fidelidade à causa dos afrodescendentes cubanos; reconhecimento “Especial de la Federación de Mujeres Cubanas”, como escritora e roteirista de programas sobre mulheres para a televisão e medalha “Raúl Gomez García” pelo trabalho de 25 anos na cultura.
Sobre ELIANE MARQUES8833 838
Poeta, escritora, psicanalista e tradutora. Publicou os poemários "o poço das marianas" (Escola de Poesia, 2021), "e se alguém o pano" (Prêmio Açorianos na categoria Poema, Escola de Poesia, 2016), Relicário (Grupo Cero, 2009) e as traduções Pregão de Marimorena, da poeta afrouruguaia Virginia Brindis de Salas (Figura de Linguagem, 2021) e O trágico em Psicanálise, da psicanalista argentina Marcela Villavella (Psicolibro, 2012). Mantém uma coluna sobre cultura e sociedade no jornal Zero Hora. Tem poemas publicados nas revistas Cult e Piauí, entre outras revistas do Brasil. Coordena a editora Escola de Poesia e o projeto Orisun Oro que visa à tradução e à publicação de livros de mulheres poetas amefricanas no Brasil. É docente na Après Coup Porto Alegre Psicanálise e Poesia, onde também co-edita a revista de psicanálise e cultura Anna O. Trabalhou como roteirista, produtora executiva e diretora do documentário Wole Soyinka – A forja de Ogum, entre outros trabalhos artísticos. Nascida em Sant’Ana do Livramento, na fronteira entre Brasil e Uruguai, graduou-se em Pedagogia e Direito, é Mestre em Direito Público, Especialista em “Constituição, Política e Economia”, além de trabalhar como Auditora Pública Externa do Tribunal de Contas do Estado do RS. É fundadora do Clubamefricana de Tradutoras.
Dimensões
52 x 22cm, 94 páginas
Editora Escola de Poesia
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